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Foto promocional de divulgação do Purple. Na ordem: Ian Paice, Jon Lord, Ian Gillan, Roger Glover e Steve Morse.

Na formação atual, Jon Lord deu lugar a Don Airey.


"Púrpura Profunda", uma das "cores" mais significativas do dicionário do Rock and Roll... Não foram mais de 30(!) integrantes, como no Sabbath, mas por aqui passaram várias feras, também.

A genialidade irrascível de Blackmore, os agudos inigualáveis de Gillan, a originalidade da fusão com o erudito nas teclas de John Lord, enfim, inúmeros ingredientes para um mega-sucesso.

Hoje, sem Blackmore e Lord, uma vez mais, o Purple segue firme, solidamente como uma "lenda viva" do Rock. A sonoridade mudou, com o toque de classe de Morse, mas o "Púrpura" continua lá!



AS FORMAÇÕES

O Purple costumava apresentar suas formações sob o título de "Marks". Assim, temos MK I, MK II e por aí vai. A formação atual é a "MK X". Isso mesmo, 10! Como já dissemos, é um bocado de gente... Por aqui, apenas citaremos quem foram (além das que ainda são) as feras: Ritchie Blackmore (alguma dúvida de que ele seria o primeiro desta lista???), Jon Lord, David Coverdale, Glen Hughes,Tommy Bolin, Rod Evans, Nick Simper, Joe Lynn Turner e... - muita gente não sabe - Joe Satriani! Por razões contratuais esta super "colaboração" não durou muito (93-94) e, MUITO infelizmente, é a única das formações do Purple (MK VIII) que não gerou um álbum sequer...

"O" ÓRGÃO DO ROCK AND ROLL

Por mais que em qualquer super banda de Rock que se preze brilhe(m) sempre o(s) guitarrista(s) - e o Purple passa BEM LONGE de ser exceção a essa regra - o Purple acrescentou à linha de frente, com uma classe ímpar, os teclados, notadamente o órgão Hammond. Nas mãos de Jon Lord, o Hammond tornou-se uma "arma" extremamente poderosa, capaz de gerar sonoridades únicas, caracterizadores em GRANDE parte do resultado musical da banda. Isso sem falar que, ao vivo, Lord se imcumbia de "maltratar" o seu Hammond com uma classe impressionante... Seu substituto atual, Don Airey, é um velho conhecido dos 'roqueiros' de todo o mundo, especialmente por seus trabalhos anteriores com o Sabbath.

A MÁQUINA DE RIFFS

Toda grande banda de Rock produziu e continua produzindo Riffs memoráveis, é verdade. Aqui, no entanto, estamos falando de alguém realmente único, provavelmente um dos maiores - há quem o jure "O" maior dos "riffeiros" da Terra, Mr. Ritchie Blackmore. Dono de uma das personalidades mais "difícies" do universo (para alguns, literalmente, "O chato"), Blackmore traz em sua bagagem alguns dos maiores Riffs de todos os tempos, notadamente o de "Smoke On the Water", provavelmente o Riff mais famoso do mundo! Na "rabeira", ainda vem pérolas como "Burn", "Might Just Take Your Life", "Mistreated" e a lista segue... Mesmo fora do Purple, no seu "Arco-Íris" sonoro (Rainbow), Blackmore deixou para a história os petardos "Long Live Rock and Roll", "Stargazer", "Light in the Black", "Kill the King", "Man On the Silver Mountain", apenas para citar alguns.

AQUI TAMBÉM, AS VOZES...

Falar mal de alguém é algo de que eu definitivamente não gosto de fazer. Então, para falar das vozes do Purple, digamos assim: o Purple teve 4 vocalistas (não nessa ordem): Rod Evans - um dos fundadores da banda, na voz de quem ficou eternizada a clássica "Hush" -, Joe Lyn Turner (só isso, o nome basta), e aí chegamos às duas feras dessa "posição no time": Ian Gillan e David Coverdale. Gillan, que está de volta à banda, na formação atual, é o dono de um dos agudos mais impressionantes do Rock. "Child in Time", é um bom exemplo de que se torna quase IMPOSSÍVEL "imitá-lo", digamos assim. Também no Sabbath, Gillan deu mostras mais do que suficientes de que, quando é para gritar... SAI DA FRENTE! Coverdale, que esteve na banda nas formações "MK III" e "MK IV", mostra um estilo totalmente diferente do de Gillan (Gillan, por exemplo, não faz ao vivo nenhuma das canções da fase de Coverdale). Mais calcado no Blues, deixou na história da banda insterpretações memoráveis (Burn, para mim, é "discografia básica" de qualquer roqueiro que se preze). Ao seu lado, nas mesmas formações, "de quebra" o Purple tinha ainda ninguém menos que Glen Hughes! A interpretação de Glen Hughes em "This Time Around", do álbum "Come Taste the Band" é simplesmente HISTÓRICA! Desde sua saída do Purple, Coverdale, como todos sabem, é o "dono" do Whitesnake, por onde já passaram, também, Jon Lord e Ian Paice.

DO REOTRNO EM 84 PARA CÁ

Depois do retorno em 84, quando foi lançado "Perfect Strangers", o Purple "jurava" que aquela era "A" formação da banda (idêntica à "MK II", chamada cronologicamente de "MK V"). No entanto, o vai e vem continuou.Gillan se foi e, para desespero de alguns fãs (como eu), veio Turner. Ele também se foi, é claro, mas, com ele, Ritchie Blackmore também "jogou o boné". Isso foi em 93. Quem veio? JOE SATRIANI! Como já dissemos, infelizmente durou pouco, mas ficou na história! Para alegria dos fãs, a banda encontrou outro "monstro" à altura para o seu posto: Steve Morse. Na banda até hoje, Morse foi o responsável direto por uma das mudanças mais significativas que se podem notar na sonoridade da banda até o momento. Com sua técnica espetacular, permitiu ao Purple seguir um caminho mais refinado em harmonias e melodias, menos apoiado em Riffs e, com isso, até mesmo os teclados virtuosos de Lord ganharam mais espaço. É um novo caminho, mas, sem dúvida, MARAVILHOSO! Em 2001, por força de problemas de saúde, Jon Lord deixaria de vez a "Púrpura", dando lugar a Don Airey.

Por enquanto, ficamos por aqui. Vamos aos Links e boa viagem!
OBS: Ao invés de colocar UM MONTE de links - o que seria possível - aí vai o "filet-mignon" do Purple na Web!



Roger Glover e Steve Morse "em ação", em 98, em show na Alemanha.

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