GUITAR GODS
"Clapton is God!"
Deste grafite espalhado pelos muros de Londres à época
dos Yardbirds, vem o nome desta página.
Todo guitarrista tem sua lista particular nessa matéria. Assim,
de cara, já vou explicando que os seus favoritos podem estar
aqui... ou não!
Afinal, mesmo procurando abranger apenas "medalhões", a lista
é gigantesca! Isso sem falar na imensa variedade de estilos!
Imagine se a gente fosse tentar "comparar" as genialidades absolutamente
distintas de, digamos, Jimmy Page e John McLaughlin... ?!?!?!?!?!?!
Pois é, não dá!
Assim, vamos inaugurar esta página com alguns exemplos... inquestionáveis!
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JIMI HENDRIX
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James Marshall Hendrix nasceu
em 27.11.42, em Seattle. Desnecessárias quaisquer descrições
superficiais sobre ele, é claro! Jimi viveu como sugere
o título de uma de suas canções, "Bold
As Love". Em 17.09.70, Jimi "bateu asas" e, desde então,
até hoje, ainda é tido como o maior influenciador
de quem quer que seja - ou pretenda vir a ser - guitarrista.
Pouca gente sabe, mas antes de montar sua própria banda,
"The Jimi Hendrix Expirience", em Outubro de 1966, Jimi acompanhou
algumas outras "feras", como músico de apoio, tais como
B.B.King, Little Richard e Ike & Tina Turner. Tecnicamente,
inclusive em termos de equipamentos, Jimi foi sempre inovador,
original. Desde a sua forma de tocar - canhoto, com a guitarra
para destros invertida - passando por seu setup - até
então não se usavam os hoje mundialmente famosos
stacks de amplis e caixas (além do próprio
Jim Marshall, ninguém fez mais pela Marshall, em tempo
algum!) - e seus efeitos mais característicos (Wah-Wah,
Fuzz e Univibe), tudo isso somado, nas mãos dele, gerou
um verdadeiro fenômeno. Volta à lembrança
de qualquer "roqueiro" que se preze a imagem de Jimi, encerrando
o Festival de Woodstock, na manhã de domingo, 19.08.69,
num dos momentos mais marcantes da história do Rock. |
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Carlos Santana
nasceu em 47. Em 66, em São Francisco, na Califórnia,
em pleno auge do psicodelismo, surge a Santana Blues Band. A
enorme popularidade alcançada por Sanatana, em pouco
tempo o levou do palco do Filmore's West, em São Francisco,
para a histórica apresentação de Woodstock,
em 69, para algo em torno de 500 mil pessoas. Até 97,
Santana já havia conquistado 14 discos de ouro e 9 de
platina. Ainda assim, ao contrário do que tamanhos números
possam sugerir, seu som sempre foi e continua sendo ... Santana!
Inconfundível. Em termos de equipamento, digamos que
Santana está para a Mesa/Boogie com Hendrix está
para a Marshall. Ele foi o primeiro grande nome a "adotar" os
Boogies como seu standard. Aliás, o próprio
nome "Boogie" deve-se a ele; "Hey man, this thing really boogies!",
foi o seu comentário ao experimentar um dos primeiros
"brinquedinhos" de Randall Smith (presidente e fundador da Mesa/Boogie),
na verdade um antigo Fender Princeton modificado por Smith,
com MUITO mais ganho do que o original. Santana usa os Boogies
até hoje, exclusivamente! Além da Mesa/Boogie,
outra companhia que entrou definitivamente para o hall
das grandes graças em boa parte a Santana, foi a Paul
Reed Smith Guitars. Santana usa guitarras PRS desde antes delas
serem produzidas em série, ainda como obra de luthier,
mesmo. Hoje, a PRS oferece o modelo "Santana Signature", uma
réplica exata de uma das 3 PRS que Santana usa desde
o início do trabalho de Paul Reed Smith. Na verdade,
uma "obra-de-arte" em forma de guitarra - custa algo em torno
de US$6,000.00! |

CARLOS SANTANA
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JIMMY PAGE
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James Patrick Page... Muitos
atribuem a ele a "paternidade" do som que viria a ser chamado
Heavy, graças ao Riff de "Whole Lotta Love", do
álbum "Led Zeppelin II". Page também integrou
os "Yardbirds", onde ingressou (pasmem!) como baixista, pois
nas guitarras já estavam dois outros "bons" guitarristas:
Jeff Beck e Eric Clapton! É claro que um "time" desses
não poderia durar junto por muito tempo! Ao final de
68, os "Yardbirds" tornaram-se "The New Yardbirds", já
sob o seu comando e, finalmente... "Led Zeppelin"! A imagem
de Page é inevitavelmente associada a duas guitarras:
a Gibson Les Paul e a Gibson SG Doubleneck (foto ao lado). Embora
ele sempre tenha feito uso de inúmeras guitarras e amplis,
essas duas definitivamente foram as mais marcantes, tanto que
a Gibson, recentemente, lançou a "Jimmy Page Signature
Les Paul", uma guitarra fantástica, que incorpora, de
fábrica, todas as "peripécias" elétricas
que Page produziu em sua Les Paul "Nº1". Captadores que
splitam, mudanças de fase, série e paralelo,
etc. Em 96, finalmente, Page esteve se apresentando no Brasil,
no Hollywood Rock, dentro da turnê mundial "Page &
Plant Unledded: No Quarter". Você foi ver, não
foi??? Bem, se você não foi, SINTO MUITO! Assim
como uma legião de "fãs de carteirinha" de Page
em todo mundo, confesso que fui ao show (na Apoteose, no Rio)
apreensivo. Depois do "Live Aid" e daquele show comemorativo
dos 40 anos da Atlantic Records, TODOS os fãs de Page
temeram que ele tivesse, de fato e de uma vez por todas, se
tornado uma lenda viva, apenas para ser - muito bem - lembrado.
Cara, ele ARREBENTOU!!! Plant também, é claro!
Led Zeppelin de ponta a ponta, o show todo, praticamente. Ufa!
Eu jurava que ia morrer sem ver isso, mas, graças a Deus,
dessa desgraça eu escapei! |
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Eric Clapton nasceu
em 30.03.45, na Inglaterra. Ainda muito jovem, integrou os "Yardbirds",
onde seu nome começou a ganhar vulto internacional, de
fato. A carreira de Clapton é cheia de mudanças,
de altos e baixos pessoais - ele teve sérios problemas
pela dependência de álcool e drogas. Passou pelos
"Bluesbreakers", de John Mayall, pelo legendário "Cream",
"Blind Faith" (ao lado de Steve Winwood), "Derek and the Dominos"
(época em que gravou aquele que se tornaria um de seus
maiores sucessos de todos os tempos, Layla, em 1970),
até iniciar sua carreira solo. Depois de uma das fases
mais complicadas de sua vida, foi no Live Aid, em 1985, que
Clapton "renasceu", com a preciosa colaboração
de ninguém menos que Phil Collins, que veio a produzir
alguns de seus trabalhos seguintes. Musicalmente, a maior influência
de Clapton sempre foi o Blues americano. Hoje ele é,
sem dúvida, uma das maiores influências dos guitarristas
de Blues em atividade em todo o mundo.À época
dos "Bluesbreakers", Clapton criou um timbre muito particular,
usando uma combinação poderosa: uma Gibson Les
Paul e um Marshall JTM1962, ampli que, graças a ele,
foi posteriormente "batizado" como "Bluesbreaker". Depois, por
muito tempo, continuou com as Gibsons, plugadas em amplis Music
Man, até chegar à combinação que
se tornou a mais usada por ele até hoje, a Fender Stratocaster
e os stacks Marshall. Os amplis Soldano também
merecem destaque no seu timbre (o álbum "From the
Craddle", inteirinho de clássicos do blues, foi
gravado todo com um deles!). Sob sua autorização
e sob suas orientações, a Fender produz a "Eric
Clapton Signature Stratocaster", de desenho baseado em sua mais
usada guitarra, conhecida pelo "apelido" de Blackie,
uma Strato toda modificada (corpo de uma guitarra, braço
de outra, etc.). O modelo em linha utiliza captadores Fender
Noiseless, para minimizar ruídos e tem controles ativos
(mid-boost). Clapton já fez alguns shows no Brasil. Um
deles, aliás, PRECISO dizer, foi o show tecnicamente
mais IMPECÁVEL que eu já tive o prazer de assistir
(no Olympia, em SP, durante a turnê do álbum "Journeyman")! |

ERIC CLAPTON
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STEVE RAY VAUGHAN
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Steve Ray Vaughan nasceu em
03.10.54, em Dallas, no Texas. Poucos guitarristas reacenderam
a chama do Blues com tanto vigor quanto ele, sem dúvida.
Inúmeros "monstros" da guitarra já prestaram homenagens
a ele, desde sua morte trágica e, dentre os que o conheceram
de perto, não há quem não fale dele com
profundo carinho e, é claro, admiração.
Em 72, Stevie abandonou seus estudos e partiu para Austin, atrás
de uma carreira musical em "período integral". Após
diversas formações, foi em 80 que SRV finalmente
"batizou" sua banda como "Double Trouble", como ficou mundialmente
conhecida. Em 82, a "Double Trouble" tornou-se a primeira banda
sem contrato e sem disco gravado a tocar no Festival de Montreaux,
na Suíça, onde foram vistos por David Bowie, que
convidou SRV para tocar em seu álbum seguinte, "Let's
Dance" e por John Hammond, da Epic Records, que os contratou.
Em 83, o álbum de lançamento da Banda, "Texas
Flood", simplesmente "abalou" crítica e público
(cá pra nós, DISCOGRAFIA BÁSICA! OBRIGATÓRIO!).
Nos álbuns seguintes, discos de ouro, indicações
(e uma premiação) para o Grammy, até 89,
com "In Step", que além de ser também multi-premiado,
trouxe a SRV seu primeiro "#1 Radio Hit", "Crossfire". Nesse
ano, fizeram turnê junto com Jeff Beck. Em 90, no auge
de sua carreira, após um mega-show com Clapton, Robert
Cray e Buddy Guy, quando partia de volta para casa, o helicóptero
em que viajava bateu em uma montanha coberta por fumaça.
Eram as primeiras horas de 27.08.90. Uma data triste, muito
triste. |
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Uma das "figuras"
mais exóticas deste "templo", sem dúvida alguma.
El Becko é o responsável por alguns dos
sons mais inesquecíveis que a guitarra já produziu
em sua história. Entre 65 e 66, Jeff Beck liderava os
"Yardbirds", aquela mesma banda que você já viu
mencionada aí por cima, no quadros dedicados a Jimmy
Page e a Eric Clapton. "Bandinha" boa, né? Bem, com tamanhos
egos envolvidos, não poderia mesmo ter durado muito...
. Após sua saída da banda, Beck partiu para uma
carreira solo sempre muito tumultuada e, ao mesmo tempo, salpicada
de verdadeiras pérolas do chamado fusion rock.
Trabalhou ao lado de feras do Pop, como Rod Stewart e Ron Wood
("The Faces") e Mick Jagger; depois, monstros do instrumental,
como Jan Hammer, Narada Michael Walden, Carmine Appice, Terry
Bozzio, apenas para citar alguns. Em 75, lançou o disco
mais famoso de sua carreira, Blow by Blow, verdadeiro
disco de cabeceira de QUALQUER guitarrista que se preze. No
ano seguinte, 76, veio Wired, outra pérola do
fusion. Em 85 lançou Flash, uma mal fadada
tentativa Pop que, pelo menos, trouxe o maior sucesso popular
de seu trabalho, a maravilhosa "People Get Ready", ao lado de
Rod Stewart. Quatro anos mais tarde, em 89, veio outro petardo,
Guitar Shop, também "básico". Embora seu
disco mais famoso tenha sido gravado com uma Gibson Les Paul,
o som característico de Back vem de uma Strato modificada,
com um Humbucking na ponte, que acabou por se tornar seu primeiro
modelo assinatura, na linha da Fender; uma tremenda guita,
com um braço BEM "gordo" e extremamente versátil.
Na versão atual, a "Jeff Beck Signature Stratocaster"
voltou a usar apenas os single-coils (Noiseless), e um braço
um pouco mais fino do que o das primeiras edições. |

JEFF BECK
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EDDIE VAN HALEN
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E o jeito de tocar guitarra
nunca mais foi o mesmo... . É, depois desse "baixinho"
ao lado, ficou mais difícil, sem dúvida, dizer
que se toca guitarra. Eddie tornou-se um novo "padrão"
para a palavra guitarrista, desde o surgimento da banda que
leva seu sobrenome. Logo no primeiro disco, nada menos que "Eruption",
um solo absolutamente genial, original e maravilhoso! Desde
então, uma verdadeira legião de guitarristas passou
a ter nele "O" modelo a ser seguido. Velocidade tornou-se palavra
de ordem; escalas "a jato" passaram a aparecer nos solos de
quase todos os guitarristas mais novos - nem sempre com um milésimo
do bom gosto de Eddie, na verdade. Guitarras que ele mesmo montou,
como a famosa "Frankenstein", com corpo de Strato, braço
de uma Kramer, um Humbucking, Floyd Rose, apenas um botão
de volume e um monte de faixas adesivas - MAIS NADA - mudaram
até mesmo os rumos do mercado dos fabricantes de guitarras!
Todo mundo queria "ser" Eddie Van Halen, sem dúvida um
marco para a história da guitarra, que, então,
atravessava uma verdadeira "crise", numa época em que
os sintetizadores eram os verdadeiros "reis" do Pop mundial
- de quebra, note-se que o "Riff de sintetizador" de todos os
tempos é dele ("Jump", com um Oberheim analógico!).
Muita técnica, muita velocidade, mas, acima de tudo,
MUITO bom gosto, fizeram de Eddie um dos ícones da guitarra
em todos os tempos. Sem dúvida, daqui a "zil" anos, quando
alguém for fazer outro site como este, o nome dele ainda
estará lá, como um verdadeiro divisor de águas. |
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Steven Siro Vai
nasceu em 06.06.60, em Nova Iorque. Começou a tocar guitarra
aos 13 anos, sonhando em "tocar como Jimmy Page", para o que
começou a ter aulas com outro jovem guitarrista (de apenas
17 anos), mas que, em Long Island, onde vivam, já tinha
um certo "cartaz"... Joe Satriani! Em 78, Steve deixou Long
Island e partiu para a Berklee School of Music, em Boston. Lá,
gravou uma demo e enviou para Frank Zappa. A fita continha uma
gravação de um tema de Zappa (uma verdadeira "encrenca"),
tocada duas vezes, uma no tempo normal e outra... no dobro!
Tocar "aquilo" já não era fácil e, de quebra,
Vai ainda demonstrou sua imensa habilidade para transcrever
material. Adivinhe..., pois é, Mr. Zappa o convidou para
juntar-se à sua banda e, aos 19 anos, Vai parte para
Los Angeles, para se tornar o mais jovem músico a integrar
o "time" de Zappa, onde ficou até 83, quando saiu para
gravar seu primeiro trabalho solo, "Flexable". Em 85, participou
do filme "Crossroads" e da banda "Alcatrazz", onde substitui
a Yngwie Malmsteen. Em 86, juntou-se à banda de David
Lee Roth, que saíra do Van Halen, para gravar "Eat'Em
& Smile" e, depois, "Skyscraper". Ficou com Roth até
o final de 88. Saiu para casar-se e para partir em carreira
solo e, para surpresa geral, foi convidado para integrar o Whitesnake
de David Coverdale. Aceitou, gravou "Slip Of the Tongue" e fez
a turnê mundial desse álbum. Paralelamente, gravou
e divulgou aquele que muitos consideram sua obra-prima, "Passion
& Warfare". De lá para cá, sua carreira solo
continua firme, com novos álbuns vendendo muito bem,
no mundo todo. Em 96, gravou com Chick Corea e participou da
coletânea "In From the Storm", onde diversos nomes de
MUITO peso renderam homenagens a Hendrix. Além disso
tudo, ainda participou das duas edições (ambas
gravadas ao vivo) do "G3", projeto do amigo Joe Satriani, também
com enorme sucesso. |

STEVE VAI
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