AMPS: PLAY IT LOUD!
Muitos atribuem à
guitarra o papel histórico de "mãe" do Rock
and Roll. Tudo bem, parecem estar com razão. No
entanto, alguns se esquecem disso, na mesma
proporção, devemos colocar os Amps como
seus "pais"! Afinal, você já experimentou ligar
uma guitarra, qualquer que seja ela, pode ser a sua
preferida, direto em uma mesa de som e tentou fazer Rock and
Roll desse jeito? Dá pra imaginar qualquer dos
maiores guitarristas sem uma "parede" de amps
atrás deles? Não, não dá. Assim,
dedicamos esta página a esses "pais" do Rock and Roll
e, de quebra, passamos por algumas unidades de efeito,
peças também fundamentais no desenvolvimento
dos timbres que todos nós procuramos.
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Fender Amps: A
primeira "pedra fundamental" da história do
Rock and Roll
Os primeiros amps
produzidos por Leo Fender foram feitos em
Fullerton, California, entre o final de 45 e o
início de 46, com o nome de "K &
F"até que, em 47, finalmente começou
a colocar sua marca neles. Do primeiro amp, "Model
26", até os dias de hoje, o nome Fender
sempre esteve associado a alguns dos mais desejados
amps de todos os tempos - e com razões de
sobra para isso. Entre a década de 50 e
início da de 60, reinavam os "tweeds".
Champ, Deluxe, Vibrolux, Tremolux, Bandmaster,
Super Amp, Pro Amp, Twin Amp, Bassman, todos
eles tiveram início nessa época e
são verdadeiros clássicos, até
hoje. Em 56 foi introduzido o vibrato em
alguns amps e, em 63, o reverb. A
década de 60 foi dos acabamentos em "tolex",
inicialmente brancos, depois marrons e, finalmente,
pretos - esse últimos são
mundialmente conhecidos como modelos "black-face".
Em 68, o painel de controle dos amps deixou
o preto, adotando um acabamento de alumínio,
cinza ("silver-face"). Leo Fender vendeu a
companhia para a CBS, em 65. A qualidade dos
amps Fender se manteve muito boa até
parte da década de 70, mas, comercialmente,
os modelos até ao redor de 70-73 costumam
ser os mais valorizados, pois ainda mantém
os circuitos basicamente fiéis aos
originais. A partir daí, uma
decadência triste se abateu sobre os
amps Fender No início de 85, a CBS
vendeu a companhia e, desde então, para
nossa sorte, melhoras significativas podem ser
observadas novamente, notadamente de 90 em diante.
Os modelos "Reissue" da Fender são de fato
cópias bastante próximas dos
originais. Eternamente haverá quem prefira
os modelos "vintage", originais, mas, se você
procura bons amps, com timbres realemnte muito bons
e bastante próximos dos clássicos,
sem gastar verdadeiras fortunas, as
re-edições definitivamente valem uma
"olhada" carinhosa. Lém delas, há uma
linha bem variada de opções, para
diversos gostos e orçamentos, desde
amps transistorizados bem baratos até
os "top" de linha, da Custom Shop, como o
Vibro-King e o Dual Professional,
entre outros.
http://www.fender.com
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VOX
Amplification: A "marca registrada" do som dos
Beatles
Os primeiros VOX
foram lançados em 57 - os "AC15".
Diferentemente dos Fender - essencialmente baseados
nos manuais da RCA, utilizando as válvulas
6V6 e 6L6 em circuito AB, principalmente -
os VOX utilizaram, desde o início, outro
conceito de circuito, conhecido como Class
A, com válvulas EL84 "trabalhando duro",
quentes o tempo todo. Em 59, nascia o "AC30",
modelo que, após algumas
modificações - para melhor, mesmo! -
veio a se tornar um dos clássicos de todos
os tempos, já como "AC30/6TB', "TB"
representa a sigla pra Top Boost, uma
modificação que ressaltava as
frequências altas desses amps, que
inicialmente soavam muito graves. Desde
então, temos as duas "escolas" de
amps, a americana e a inglesa, dois sons
tão diferentes e, ao mesmo, tão
maravilhosos. Entre os usuários dos
amps VOX, os mais famosos são os
Beatles. No entanto, é curioso observar que,
para um amp com "tão poucos
recursos", guitarristas dos mais variados estilos
já fizeram - e fazem - uso deles,
notadamente Brian May, do Queen, que, ao vivo,
SÓ usa esses amps.
http://www.voxamps.co.uk
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Marshall: O som
do Rock and Roll nunca mais seria o
mesmo...
Jim Marshall era
baterista e, no pós-Guerra, na Inglaterra,
dava aulas e, simultaneamente, acabou por abrir uma
loja. Aos poucos, seus alunos começaram a
trazer seus companheiros guitarristas para a loja.
Na época, guitarras e amps Fender
já eram o sonho de todos eles, mas eram
raríssimos - e caríssimos! - na
Inglaterra. Assim, Jim e dois técnicos que
trabalhavam com ele na loja, fazendo
manutenção de equipamentos, decidiram
passar a produzir amps ali mesmo, dada a
escassez deles no mercado inglês.
Começaram tendo por base um Fender
Bassman,um amp já bastante
procurado então. Fizeram-no em formato
cabeçote e o ligaram a uma caixa com 4
falantes de 12". Colocaram alguns na loja, para que
pudesse ser testado pelos clientes. Resultado da
experiência? Só no primeiro dia, 25
unidades foram vendidas! Parece que agradou,
né? Bem, de lá pra cá, a
Marshall Amplification só cresceu e, hoje,
provavelmente seja a marca mais famosa de
amps de guitarra em todo o mundo. Em 91,
tive o imenso prazer de conhecer pessoalmente "Mr."
Jim Marshall. Ele é uma figura
adorável! Durante a NAMM - feira de
companhias de equipamentos e instrumentos musicais
dos EUA, em Los Angeles, California -daquele ano,
lá estava ele, autografando
calendários da Marshall para uma fila
GIGANTESCA de fãs (eu inclusive, é
claro!). O primeiro "Guitar God" a adotar seus
amps foi Eric Clapton, com o "combo" JTM 45,
depois batizado Bluesbreaker, em homenagem
ao próprio E.C. No entanto, foi a partir do
momento em que Jimi Hendrix passou a usar
EXCLUSIVAMENTE os seus amps que a Marshall
tornou-se, em definitivo, "o" som do Rock and Roll.
Entre os modelos mais famosos estão:
Bluesbreaker, 1959 Plexi uSper Lead 100, 1987
Plexi Super Lead 50, JCM800 - 2203 & 2210,
Jubilee Series 2555 (esse amp foi
re-editado há pouco com o nome de Slash
Signature, exatamente idêntico ao da
Série Jubilee) e, atualmente, os
top-de-linha são os modelos JCM2000DSL
e TSL.
http://www.marshallamps.com
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MESA/Boogie: O
criador do conceito de high-gain
amplifier
San Francisco,
California, 1966. O movimento hippie
explodia em todas as esquinas e, com ele, é
claro, a música. Randall Smith (fundador e
presidente da Mesa/Boogie) tocava bateria
(também!) em uma banda e, a convite do
tecladista, montaram uma loja (também!) onde
faziam reparos e modificações nos
amps dos músicos locais. Uma dessas
modificações acabou se tornando a
base de toda a companhia; Randall, a título
de experiência, partiu de um pequeno Fender
Princeton e decidiu "mexer" nele,
aumentando-lhe a potência e colocando nele um
falante de 12". Além disso, fez "algumas
modificações" no pré,
aumentando-lhe o "ganho". Quando achou que tinha
chegado a algo ineterssante, produziu 5 desses
"brinquedinhos" e os colocou na loja. Um
"guitarrista local" chamado Carlos Santana
(até então Santana ainda não
era um "mega-star") e Randall o convenceu a
experimentar um deles. Sanatan começou a
tocar e, literalmente, "entrou em transe", segundo
o próprio Randall. A loja (e a
calçada!) ficaram "entupidas" de gente,
assistindo àquela "cena". Ao final do
"teste", Santana pronunciou uma frase que acabaria
por dar o nome definitivo àqule
"brinquedinho": "Hey, man, this little amp
really boogies!" . Santana acabou se tornando
para a "recém-nascida" Mesa/Boogie algo
semelhante ao que Hendrix foi para a Marshall.
Depois dele, inúmeros outros "monstros" da
guitarra adotaram os Boogies como seu
amp principal. O som mais
característico dos Boogies
provavelmente, é o de "Europa", do
próprio Santana. Inconfundível.
Lindo. Único. A série Mark (I, II,
III e IV) é, possivelmente a linha mais
famosa da Mesa/Boogie. Ao lado dela, destacam-se:
Heartbreaker, Dual Rectifier e os produtos
da linha em Rack, com prés e powers
separados, um dos tantos grandes sucessos da
Mesa/Boogie.
http://www.mesaboogie.com
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Soldano: O mais
famoso dos "amps de boutique"
Parece ter sido "de
repente", "da noite para o dia". Quase que "do
nada", um nome começou a aparecer nos
setups de alguns dos maiores guitarristas do
mundo - vários deles, um atrás do
outro. Steve Lukather, do "Toto", parece ter sido o
primeiro a "aparecer" com um Soldano em seu
(caríssimo!) setup. Mike Soldano, o
homem por trás da companhia, sempre foi um
fiel adepto do "do it yourself". Segundo ele, desde
sua infância, suas bicicletas, seus
brinquedos, suas "coisas", ele sempre acabava por
fazê-las ele mesmo, do seu jeito. Sempre
adorou "fuçar" e descobrir como fazer. Muito
bem. Na adolescência, Mike tocava guitarra -
a sua guitarra, que ele mesmo fez. O
primeiro amp que ele comprou para tocar foi,
segundo ele, "uma cópia horrorosa" de um
Bassman, que "pifava" a todo instante.
Assim, acabou aprendendo a consertar amps
por necessidade própria. Aos poucos, foi
"tomando gosto" pelo assunto e - é claro! -
decidiu fazer ele mesmo um amp. Ao redor de
82, Mike comprou um Boogie MK-II e o "abriu". Seu
gosto pessoal o levou a algumas
modificações, principalmente na
relação entre drive e
equalização. Em 87, Mike fez chegar
um se seus amps às mãos de Lukather,
que o adorou, comprou e passou a usá-lo
frequentemente. Em 88, entre outros tantos, Clapton
e Mark Knopfler "aderiram" aos seus amps. O
SLO-100 havia, finalmente, se estabelecido
com um grande amp - merecidamente, é
claro. Os amps Soldano sempre foram caros e,
por isso, não se podia achá-los com
tanta facilidade. Recentemente, Soldano
começou a lançar modelos
intermediários - destaque para o
Reverb-O-Sonic (combo de 50W, 2x12", foto ao
lado) e para o Hot Rod Plus (cabeçote
de 50W) - e pequenos (Astroverb e
Atomic, combos de 16W, mas também
donos de timbre característico). O
último lançamento da Soldano é
o Decatone, um cabeçote de 100W, com
três canais. O timbre dos amps Soldano
é bastante próprio, verdadeiramente
único e... maravilhoso!
http://www.soldano.com
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Dunlop CryBaby:
O mais popular efeito do Rock and
Roll
Uma das "sinas" dos
guitarristas parece ser a de ter de "dançar"
sobre pedais de efeitos. Qualquer que seja o seu
guitarrista preferido, ele quase com certeza os
usa, pode crer. Raríssimos são os que
"plugam" suas guitarras direto no amp, sem
passar por nenhum deles. Dentre todos esses
"pedaizinhos", um deles talvez tenha sido "o mais
pisado" em todos os tempos: o CryBaby. O
efeito de "Wah-Wah" é uma das marcas
registradas da guitarra do Rock and Roll,
está presente em infinitas
gravações históricas - e nas
mais atuais também. Hoje o mercado oferece
uma enorme variedade de opções, mas
os mais tradicionais dos "Wah-Wah", os
CryBaby, da Dunlop e os "wah-Wah" da VOX,
parecem ser, ainda, os preferidos. Caso você
ainda não tenha tido o prazer de
experimentar um deles, não deixe de
fazê-lo. Não é tão
simples usá-los como com os outros pedais de
efeito, onde você só precisa pisar e
pronto, o efeito "vem trabalhar". Ele é
dinâmico e é justamente aí que
"mora" sua beleza. o nome CryBaby não
poderia ser mais sugestivo, de fato - é a
ele que se deve o "choro" de tantas guitarras
inesquecíveis. Um clássico,
definitivamente.
http://www.jimdunlop.com
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"Modeladores":
podem criticar, puristas... mas eles funcionam MUITO bem!
A década de 80 certamente
deixou poucas saudades nos guitarristas. Foi "o reinado dos
synths". Com isso, vimos surgir a Guitarra MIDI, a Synthaxe
- uma "coisa" absolutamente estranha a que alguns chamaram de
guitarra e que controlava teclados e módulos - e uma
série de outros "brinquedos" que a indústria tentou
fazer os guitarristas "engolirem". Hoje, a guitarra MIDI já
se encontra, finalmente, em um estágio bastante "utilizável",
por assim dizer - no início, os atrasos entre o que se
tocava e o som "sair", efetivamente, as tornavam simplesmente
inúteis! - e, como em tudo, com bom gosto, dão
resultados bem interessantes. Dito isso, voltemos aos dias de
hoje. Aí ao lado, o POD-XT Live, mais nova versão
do "modelador" da Line 6 que, com o primeiro POD (o
"feijãozinho" vermelho), causou um verdadeiro
"estrago" no mercado, emulando com uma qualidade nunca
antes vista um verdadeiro arsenal de preciosidades valvuladas
(e não valvuladas, também). De lá pra cá,
"todo mundo" está produzindo modeladores -
até a Fender(!), com sua (ótima) linha "Cyber").
Enfim, pra "encurtar": funciona MESMO... e MUITO BEM! Não
é um processador de efeitos (embora pareça e inclua
diversos deles), é muito mais do que isso! Para quem
quiser variedade, sem ter de gastar uma verdadeira fortuna e
sem tem de carregar uma tonelada de valvulados, é uma
opção difícil de bater.
http://www.line6.com
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A principal fonte para as informações acima
foram os livros:
"Amps: The Other Half Of Rock and Roll", de Ritchie
Fliegler, editado por Hal Leonard Publishing Corporation,
USA; e,
"The Tube Amp Book", de Aspen Pittman, editado por Groove
Tubes, USA.
Várias outros amps e efeitos comporiam essa página, você
sabe. Na verdade, falar um pouquinho de cada uma dos grandes amps e
efeitos ocuparia um site todo - e dos grandes! Aliás, há
inúmeros na Web. Groove Tubes, Ampeg, Bogner, Matchless, Victoria,
Rivera, Trace Elliot, Sunn, Dumble, Supro, Gibson, Budda, Laney, Peavey,
VHT, Rocktron, Johnson e, entre os efeitos, BOSS, Electro-Harmonix,
Ibanez, TC Electronic, Lexicon, Eventide, enfim, a lista é MUITO
grande!
Espero ter dado uma boa "palhinha" sobre esse tema
tão fascinante.
Confira também a página de Guitarras, é
bem legal!
Grande abraço!
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